Vereador Sargento Nantes
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Educação Junho de 2025Comunicação Institucional

São Paulo pode ser a primeira capital a enfrentar, nas escolas, os riscos da apologia ao crime na música

Projeto do vereador Sargento Nantes propõe programa pioneiro para proteger crianças da influência de letras violentas e promover cultura de paz nas salas de aula

Em tempos em que a música exerce forte influência na formação de crianças e adolescentes, São Paulo pode sair na frente com uma proposta audaciosa e transformadora: o Programa de Conscientização Musical nas escolas municipais. A iniciativa, apresentada pelo vereador Sargento Nantes (PP), busca proteger os jovens contra os impactos nocivos de letras que fazem apologia ao crime, exaltam o uso de drogas, promovem conteúdo pornográfico e linguagem obscena.

“Liberdade de expressão não pode ser confundida com a romantização do crime. Precisamos educar para que nossos jovens saibam discernir o que eleva e o que destrói”, afirma o vereador.

O projeto propõe ações concretas nas escolas públicas e privadas da cidade: palestras, rodas de conversa, capacitações para professores e campanhas educativas. O objetivo é orientar alunos, pais e educadores sobre os riscos da exposição contínua a músicas que, sob a aparência de arte, naturalizam comportamentos violentos e ilegais.

Um alerta necessário

Casos recentes envolvendo artistas como MC Poze do Rodo e Oruam colocaram o tema em evidência. Letras que citam facções criminosas, fazem referência a armas e exaltam a criminalidade têm sido consumidas por milhões de jovens, especialmente nas periferias — onde a vulnerabilidade social aumenta o poder de influência dessas mensagens.

O projeto destaca que educação e cultura de paz devem caminhar juntas, e que a escola precisa assumir um papel ativo nesse enfrentamento, com respeito à diversidade artística, mas firmeza ética no combate à glorificação da violência.

Proteção com acolhimento

Mais do que apenas coibir, o programa propõe construir consciência crítica, oferecendo apoio psicológico e social aos estudantes e famílias impactadas. A ideia é abrir diálogo, não impor censura, promovendo o protagonismo juvenil e fortalecendo valores como respeito, empatia e responsabilidade.

“O jovem precisa entender que ele é livre para escolher o que ouve, mas também que essa escolha tem impacto na sua visão de mundo, nas suas atitudes e no seu futuro”, destaca Nantes.

O projeto também incentiva a valorização de músicas que promovam cidadania, arte, diversidade e educação, criando um ambiente onde a cultura seja uma aliada no desenvolvimento humano e não um vetor de risco.

Um passo à frente

Se aprovado, o programa poderá fazer de São Paulo uma referência nacional em alfabetização musical crítica, atuando preventivamente contra o avanço da banalização do crime no cotidiano das novas gerações.

É um passo urgente para garantir que as escolas sejam espaços de formação ética, crítica e construtiva, onde se ensina a pensar, a ouvir e a resistir ao que ameaça destruir.